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Mapas digitais ajudam historiadores a enxergar o passado

Poucas vezes na história uma batalha foi estudada tão detalhadamente quanto a de Gettysburg, três dias cheios de sangue em julho de 1863 que representaram a virada na Guerra Civil americana. E ainda restam perguntas.
O que, por exemplo, o general Robert E. Lee viu de fato quando deu as ordens que fizeram a maré virar contra o exército confederado?
Agora os historiadores contam com uma ferramenta nova, que pode ajudar. Uma nova geração de mapas digitais deu lugar a um campo acadêmico chamado de humanidades espaciais.
Historiadores, teóricos literários, arqueólogos e outros vêm usando o Geographic Information Systems, um software que exibe e analisa informações relacionadas a um local físico, como a região do "Dust Bowl" nos Estados Unidos, devastada por tempestades de areia durante a Grande Depressão, ou as tavernas do bairro londrino de Eastcheap, cenário das farras de Falstaff, personagem que aparece em peças de Shakespeare.

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